window.dataLayer = window.dataLayer || []; function gtag(){dataLayer.push(arguments);} gtag('js', new Date()); gtag('config', 'G-Y9RM7GD3T4');
logo

MP denuncia professor acusado de recrutar alunos para facção


Por Jaconias Neto

MP denuncia professor acusado de recrutar alunos para facção

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 5ª Promotoria Criminal de Sinop, denunciou um professor por suposta participação em uma organização criminosa atuante dentro do ambiente escolar. Conforme as investigações, o educador teria exercido papel de liderança no grupo, utilizado arma de fogo para facilitar ações ilícitas e recrutado adolescentes para atividades criminosas, incluindo o tráfico de drogas.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Linhares Ferreira, o denunciado integrou e promoveu uma facção criminosa voltada à prática de crimes violentos. À época dos fatos, ele era professor na Escola Municipal E.M.S., localizada no município de Sorriso. Ainda de acordo com o MPMT, o docente está envolvido nos crimes de organização criminosa e tortura mediante sequestro.

Consta na denúncia que o acusado autorizava adolescentes sob sua influência a aplicar punições físicas — conhecidas como “salves” — em outros estudantes, motivadas por rumores envolvendo membros da facção. Além disso, ele utilizava redes sociais para aliciar e recrutar alunos, promovendo sua inserção no tráfico de entorpecentes.

A análise de dados extraídos do celular do professor revelou que ele se valia da posição profissional para atrair adolescentes para o crime organizado. O investigado, inclusive, intermediava o “cadastro” dos jovens como “lojistas” junto à liderança da facção, função que consistia na venda de drogas em nome da organização criminosa.

O promotor de Justiça destacou que o denunciado também fornecia entorpecentes a estudantes dentro da própria escola. “Fica evidente que o acusado integrava e promovia a organização criminosa, além de praticar tráfico de drogas. Após o ‘cadastro’ dos adolescentes, ele mantinha ascendência sobre eles, tanto por sua posição de professor quanto por sua função de ‘padrinho’ dentro da facção, o que comprova sua liderança”, afirmou.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público também se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do professor.